“Não temos o que fazer em relação à superlotação, mas todos são atendidos”, diz secretária

A secretaria de saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, admitiu que o Hospital da Criança e do Adolescente, assim como praticamente toda rede de saúde da cidade, convive com a superlotação. Porém, ela disse que todos que buscam socorro são atendidos. A declaração foi dada em entrevista à rádio Campina FM nesta sexta-feira (31), um dia depois de uma reunião no Ministério Público, onde se confirmou a falta de medicamentos e rouparia do hospital, além de problemas na estrutura do prédio.

Essa semana o Conselho Regional de Medicina fez uma inspeção e notificou a Secretaria Municipal de Saúde, dando prazo de sete dias, sob pena de uma interdição ética, no caso da não regularização. A inspeção foi motivada por denúncias de superlotação e falta de medicamentos.

“Se não existisse superlotação, o município não estaria investindo R$ 5 milhões na construção de um novo hospital. A previsão é de que a entrega aconteça em maio do próximo ano”, disse Luzia Pinto.

Pacientes de outras cidades

Um dos motivos para a superlotação nos hospitais da cidade seria o atendimento a pacientes de outros municípios. Segundo Luzia, de 35% a 42% dos pacientes atendidos no Hospital da Criança e nas UPA’s vêm de outras cidades. No caso do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) esse percentual chega a 65%.

Paulo Pessoa Autor

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