Menino era torturado por não ser filho biológico; Mãe e padrasto são procurados

Tentativa de homicídio qualificado. Esse é o crime que a Polícia Civil atribui ao casal Cida e Edilson (foto), mãe e padrasto do menino de sete anos que foi encontrado pelo Conselho Tutelar de Boqueirão, Cariri, em situação de tortura e maus-tratos nessa quarta-feira (10). Segundo a polícia, a criança era torturada com o uso de uma vela para queimar as mãos, amarrada e chicoteada, além de passar fome, o que explicaria o quadro de desnutrição no qual foi encontrada.

O garoto foi socorrido para o Hospital de Trauma e está internado em Campina Grande. Ele seria mau tratado pelo simples fato de não ser filho biológico do homem e tudo aconteceria com o consentimento da mãe. O casal não foi encontrado na residência onde morava, que fica na comunidade Bela Vista. A polícia pede que qualquer informação seja repassada através do 197.

O garoto (foto) é o filho mais velho da mulher, que tem uma criança de um ano e seis meses com Edilson. De acordo com a polícia, a criança é muito bem tratada, o que não acontecia com o menino de sete anos. “Não está descartada a possibilidade de que ele fosse torturado por não ser filho biológico do homem. O menino estava com o casal há dois meses. Quando os conselheiros ganharam a confiança dele, o menino revelou que era amarrado, queimado com vela e chicoteado com fios”, disse o delegado Iasley Almeida, seccional da décima primeira delegacia, que tem sede em Queimadas.

Ostentação nas redes socais

Enquanto o filho passava fome, Cida esbanjava uma vida de luxo nas redes sociais.

Reprodução Facebook
Antes e depois da criança vítima de maus-tratos

Paulo Pessoa Autor

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