Câmara de Puxinanã pode fechar as portas por conta de perseguição política, diz presidente

A Câmara do Município de Puxinanã, Agreste paraibano, está enfrentando dificuldades financeiras e a razão seria perseguição política, de acordo com o presidente do parlamento mirim puxinanãense, vereador Didi da Farinha (Podemos). Segundo ele, o orçamento da casa está travado pelo simples fato da bancada oposicionista ser maior do que a governista na Casa de Zoroastro Coutinho.     

De acordo com informações repassadas pelo contador da Câmara, Carlos Henrique Pereira Balbino, há dinheiro em caixa, porém, como a receita foi direcionada para despesas específicas no orçamento votado no final de 2018 não há como, no momento, pagar serviços essenciais à manutenção da casa. Por isso, a presidência da casa estaria com dificuldades para pagar água, material de limpeza e de expediente, por exemplo.

O contador lembra que a prática de remanejamento orçamentário sempre ocorreu no Município de Puxinanã, dependendo somente de um decreto do chefe do executivo, ou seja, do prefeito, assim como aconteceu nos anos de 2017 e 2018. Nesse período foram emitidos dois decretos com esta mesma finalidade (0029/2017 e 0017/2018). Esse ano, o único decreto feito, 0007/2019, readequou apenas as receitas do próprio município.

 “A diferença de tratamento dada à atual gestão da Câmara Municipal prova, tão somente, a perseguição do prefeito em relação aos membros do Poder Legislativo, tentando inviabilizar, a todo custo, os serviços essenciais à manutenção do seu trabalho”, disse o presidente da casa, Didi da Farinha.

 “Caso os recursos não sejam remanejados, o fechamento das portas da Câmara Municipal de Puxinanã é inevitável, o que vai expor a todos uma situação constrangedora, visto que ficará clara a guerra política a que o prefeito se dispõe a fazer, tentando atrapalhar a todo custo, de forma pequena e fútil, a atuação constitucional do poder legislativo, esquecendo seu papel institucional. Eu, enquanto vereador, faço parte do bloco de oposição ao prefeito, mas enquanto Presidente da Câmara, não posso lançar mão de minha posição política, pois sei dividir as coisas. Pena que o prefeito, não sei se por rancor, despreparo ou falta de maturidade, não faça o mesmo”, disparou.

Paulo Pessoa Autor

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