Puxinanã não pode ser abastecida por adutora que leva água a Pocinhos, explica gerente regional da Cagepa

Oito dos sessenta e seis municípios abastecidos pela Cagepa Borborema, que tem sede em Campina Grande, estão enfrentando a realidade de colapso no abastecimento de água. É o exemplo de cidades como Areial, Montadas e Puxinanã. No caso da última, frequentemente pessoas da própria comunidade questionam por qual razão a cidade não é abastecida através de uma adutora de engate rápido através da adutora que abastece o distrito de São José da Mata (Campina Grande) e a cidade de Pocinhos. O novo gerente regional da Cagepa, Lucílio Vieira, esteve na manhã desta quarta-feira (28) no Jornal Integração da rádio Campina FM e explicou porque o abastecimento não é feito dessa maneira. Segundo ele, Puxinanã deve ser abastecida através da adutora de Nova Camará, obra que deve ser concluída até o final do ano.

“Na realidade, a adutora de Pocinhos foi construída com o objetivo de garantir o abastecimento do distrito de São José da Mata e de Pocinhos. Essa obra não foi feita pensando em uma sangria para atender um outro município. Então se a gente fizesse isso, aquele horizonte de atendimento da adutora, que é de 20 a 25 anos com segurança, ele iria ser diminuído. Poderia até atender o município, mas estaria retirando a segurança da cidade de Pocinhos e do distrito de São José da Mata. A solução que foi pensada, estudada e projetada é o ramal da Adutora de Nova Camará, que estará levando água de Alagoa Nova”, explicou.      

 “Todas elas (cidades em colapso) serão atendidas por um ramal da adutora de Nova Camará. Essa obra vai garantir a segurança hídrica dessas cidades. É uma obra que vem sendo gerida pela Secretaria de Recursos Hídricos e Infraestrutura e a previsão que foi passada para nós é que seja concluída até o final do ano. A maioria dessas cidades são abastecidas atualmente por carro-pipa”, pontuou o novo gerente regional da Cagepa.

Paulo Pessoa Autor

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