Presidente da CMCG garante que haverá comissão de ética para Renan, mas pede cautela para evitar “inquisição”

A presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, vereadora Ivonete Ludgério (PSD), garantiu que o legislativo campinense vai instaurar uma comissão de ética para analisar o caso do também vereador Renan Maracajá (PSDC), preso no âmbito da segunda fase da Operação Famintos. Porém, ela não garantiu uma data para que isso aconteça e prometeu combater uma “inquisição” ao colega parlamentar, que segundo ela está sendo investigado por algo que não tem nada a ver com a casa legislativa.

A Operação Famintos, desencadeada pelo Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Polícia Federal, investiga desvios de verbas públicas, que seriam para a merenda de Campina Grande, através de licitações fraudulentas. O vereador seria um dos cabeças do núcleo empresarial do esquema criminoso que desviou mais de R$2,3 milhões desde 2013.

A cobrança por uma comissão de ética foi feita pelo vereador Galego do Leite (Podemos) esta semana durante sessão na CMCG. Nessa quarta-feira (4), durante evento do Sindicato dos Prestadores de Serviço de Campina Grande, a vereadora falou sobre o assunto. “Eu não quero criar uma comissão de ética com uma finalidade só. Quando se cria uma comissão de ética para uma finalidade, não é uma comissão de ética é uma inquisição. Eu acho que vocês (jornalistas) estão me entendendo. Então essa comissão de ética já é um pensamento meu, assim como foi o concurso. Demorou, mas chegou. Essa comissão de ética também vai ser criada. A situação que o vereador Renan está passando nada tem haver com a Câmara Municipal. Renan está respondendo a uma investigação por conta do Renan empresário. Não houve nenhum tipo de problema na Câmara. Então nós vamos aguardar. O vereador está de licença, porque ele não poderia deixar de tirar uma licença sem comparecer as sessões. Se nesses quinze dias ele não for liberado, ele vai renovar essa licença. E aí é uma decisão dele quantos dias ele precisa”, disse.

Ivonete ainda garantiu que vai instaurar a comissão de ética, mas não com uma finalidade inquisitorial. “Eu não sei nem quem foi o vereador porque ontem eu estava em João Pessoa. Eu digo a ele que nós não vamos instalar inquisição. Inquisição é dos séculos passados. Há muito tempo não existe inquisição no Brasil e nem fogueira. Nós temos essa questão de instalar uma comissão de ética e uma ouvidoria na Câmara”, pontuou.

Paulo Pessoa Autor

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