Bolinha mostra apreensão, mas confia em “união” do PSL; filiação é na sexta

O empresário Artur Bolinha não escondeu preocupação com o atual processo de divisão que o PSL nacional tem sofrido ao longo dos últimos dias. Em entrevista à Campina FM nesta sexta-feira (25), Bolinha usou a palavra apreensão para se referir ao momento. Mesmo assim, ele acredita na continuidade do presidente Bolsonaro na legenda e em uma superação da crise “mais rápido do que se imagina”. Na próxima sexta-feira (1) ele vai se filiar formalmente ao partido durante evento que será realizado na Associação Campinense de Imprensa (ACI) às 9h.

Artur Bolinha será candidato à prefeitura de Campina Grande pela terceira vez e pela terceira vez por um partido diferente – em 2012 ele foi pelo PTB e em 2016 pelo PPS. Ele falou da apreensão com o atual cenário do PSL, mas começou dizendo que isso era normal na política. “Obviamente com um pouco de apreensão. É natural que essas discussões aconteçam internamente. Isso é recorrente em todo partido. Não há um partido no qual não existam divergências internas”, disse.  

 Ele disse que o partido ganhava contornos diferentes por ser a atual legenda do presidente, mas acredita que o assunto seja superado em breve e não atrapalhe. “Isso se supera muito mais rápido do que se imagina. O partido estará bem, estará unido. O presidente já se posicionou que não tem interesse de sair do PSL, o filho dele inclusive é líder da legenda”, completou.

Guerra interna no PSL

Tudo começou a partir da luta travada pelo filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que travou guerra nas trincheiras do campo virtual, tendo como principais opositores os também deputados Joyce Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do partido no Congresso, e Delegado Waldir (PSL – GO), ex-líder da legenda na Câmara.

Paulo Pessoa Autor

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