“Racionamento branco”: Campina Grande sofre com falta de água constante nos bairros

O ano novo chegou, mas um velho problema persiste nas casas dos campinenses: a falta de água por determinados períodos do dia ou até mesmo por dias seguidos. Por exemplo, em contato com o blog moradores dos bairros de Bodocongó, Três Irmãs, Conjunto João Paulo II (Ramadinha) e do Distrito de São José da Mata relataram falta de água em dias que não foram comunicados pela Cagepa. Oficialmente, a população de parte da cidade teria ficado sem água somente no dia oito de janeiro, quando a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba fez um comunicado. Na prática a situação é diferente e a periodicidade da falta do mineral leva à determinadas populações uma espécie de racionamento não oficial.

Um outro comunicado já foi feito nesta quinta-feira (16) e alerta as populações de Campina Grande, Caturité, Queimadas, Barra de Santana, Pocinhos, Lagoa Seca, Alagoa Nova e São Sebastião de Lagoa de Roça que faltará água próxima terça-feira (21) para que seja feita uma manutenção corretiva e preventiva no sistema elétrico da estação de Gravatá, a mesma que pegou fogo no ano passado e deixou Campina Grande sem água por um período de 10 dias.

Evandro Andrade é autônomo e mora no bairro de Bodocongó e disse que essa semana faltou água durante dois dias na localidade. Já Gislaine Norberto mora no Conjunto João Paulo II, Ramadinha, e também reclama da falta de água sem aviso prévio. O mesmo acontece com Rosemir Azevedo, que mora nas Três Irmãs e diz que no bairro faltou água na manhã de hoje. Em São José da Mata, Aldenora Freitas disse que faltou água no domingo na Rua Belarmino Barbosa, assim como em outras adjacentes.

A Cagepa até admite certa intermitência, mas não nas localidades citadas pelas pessoas que falaram ao blog. “A CAGEPA comunica à população dos bairros das MALVINAS e BELA VISTA, na cidade de BOQUEIRÃO, que vem trabalhando diuturnamente com o objetivo de corrigir esta intermitência que vem ocorrendo no abastecimento d’água. Embora sendo um problema pontual, é necessária a instalação de novos equipamentos que já estão sendo providenciados e serão instalados nos próximos dias. Mais informações podem ser obtidas gratuitamente pelo telefone 115”, disse a Companhia através de nota.

Vale ainda ressaltar que, o açude de Boqueirão está com 18% da capacidade máxima e a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) descarta qualquer possibilidade de racionamento diante do atual nível de reservas do manancial.

Paulo Pessoa Autor

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