Presidente do Conselho de Transportes ignora pauta do cálculo tarifário e Sitrans-CG protesta

O superintendente de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande, Carlos Dunga Júnior, na condição de presidente do Conselho Municipal de Transportes Públicos de Campina Grande (Comutp), resolveu não incluir a discussão sobre o cálculo tarifário do transporte coletivo urbano na reunião extraordinária realizada na semana passada.

A inclusão da matéria na pauta havia sido solicitada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Campina Grande (Sitrans-CG) diretamente ao presidente do conselho por meio de ofício no dia seis de abril.

No documento, o Sitrans voltou a mostrar a dimensão da crise sobre o sistema, situação agravada pela pandemia, e lembrou que “as empresas encontram-se há 15, meses sem reajuste tarifário, ao passo que todos os insumos da operação, tal como o combustível, veículos, pneus, peças, salários, etc., vêm sendo reajustados”.

Já durante a reunião, o sindicato, através de um dos seus representantes, Alberto Pereira Nascimento, protestou com veemência contra a decisão do presidente do Comutp de ignorar completamente o ofício e não incluir o assunto na pauta.

SITRANS NÃO PROPÕE AUMENTO

Os representantes do Sitrans ressaltam que, diante do cenário atual, o segmento não requer o aumento da tarifa, mas o realinhamento do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, atualmente em aguda defasagem que ameaça seriamente a subsistência do serviço de transporte público em Campina Grande.

“Estamos há mais de um ano com queda ainda maior no número de passageiros por causa da pandemia e há mais de 15 meses sem reajuste, ou seja, as empresas estão pagando literalmente essa conta, a um ponto que se tornou insustentável”, disse o diretor institucional do Sitrans, Anchieta Bernardino, lamentando a decisão do presidente do conselho.

Para assegurar a sobrevivência do serviço, que é essencial para milhares de cidadãos diariamente, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por exemplo, zerou a incidência do ICMS sobre a operação, assim como sobre o diesel usado pelos ônibus. Pedido de medida igual foi direcionado ao Governo da Paraíba desde março de 2020, até agora sem resposta.

Paulo Pessoa Autor

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