Ministério Público instaura inquérito para apurar superlotação em hospital de João Pessoa

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito civil público para apurar as condições de funcionamento e atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa. A instauração foi determinada pela 48ª promotora de Justiça da Capital, Maria das Graças Azevedo, que atua na defesa da saúde.

Segundo a promotora de Justiça, chegou ao conhecimento da Promotoria matéria veiculada nos meios de comunicação indicando superlotação e pacientes que aguardam no corredor do hospital para atendimento. Além disso, houve a circulação de um vídeo com pacientes aguardando atendimento em cadeiras de plástico e macas no corredor da unidade de saúde. Conforme a promotora Maria das Graças Azevedo, no vídeo, é possível identificar que muitos pacientes vestem bata, o que demonstra que estão em atendimento médico. Ainda, é possível observar a existência de adultos, idosos, homens e mulheres que esperam sentados uns ao lado dos outros, estando alguns sem máscaras, segurando sacolas de roupas.

Também foi levada em consideração a existência de pacientes, há mais de quatro dias, deitados em macas no corredor do hospital. Ao lado deles, os acompanhantes sentam em cadeiras de plástico.

Um audiência por videoconferência foi marcada para a próxima quinta-feira (28). A direção técnica e geral do Hospital Edson Ramalho e a Regulação Municipal de João Pessoa serão notificadas para comparecer a audiência.

Paulo Pessoa Autor

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