Campina Grande continua com alto risco de proliferação do mosquito da dengue e de outras doenças, aponta levantamento

O 4º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti de 2021 (LIRAa) inspecionou 7.841 imóveis em Campina Grande e apresentou queda, em comparação ao levantamento realizado em julho. O índice geral caiu de 4,9 (julho) para 4,2 (setembro), mas a cidade permanece com alto risco de proliferação das doenças provocadas pelo mosquito. Os bairros onde a situação é mais preocupante são Cruzeiro e Jardim Paulistano (ambos com índice 8,9%) e Malvinas, com 6,4% de infestação.

Quase todos os bairros apresentaram queda no índice em comparação ao LIRAa do mês de julho. Quatro deles se destacam com números abaixo de 1%. São eles: Vila Cabral, Tambor, Estação Velha e Sandra Cavalcante, todos com 0,7%. Porém, mesmo com a diminuição geral, dos 53 bairros onde os imóveis foram visitados, 29 ainda apresentaram alto risco, ou seja, mais de 4%. Os outros 21 bairros seguem com médio risco, quando os números variam entre 1% e 3,9%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o risco é considerado baixo quando o percentual é menor ou igual a 0,9%; risco médio quando está entre 1% e 3,9% e alto risco quando é maior ou igual a 4%. Isso significa que os cuidados ainda precisam ser redobrados na cidade, principalmente dentro de casa, onde a aparição de larvas e mosquitos costuma ser maior.

Veja o índice de infestação

A Coordenação de Vigilância Ambiental está realizando um amplo trabalho na zona rural e a aplicação do novo larvicida Espinosade, que é mais eficiente no combate à larva. “Estamos intensificando todo o trabalho de combate ao mosquito, principalmente neste período mais quente que estamos entrando, em que o ciclo de procriação é mais rápido”, disse a coordenadora de Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira.

A Secretaria de Saúde orienta à população que, em caso de informações e denúncias sobre pontos de focos de infestações de larvas do mosquito Aedes aegypti, entre em contato por meio de mensagem com o canal da vigilância ambiental no WhatsApp: (83) 9 9884-9535.

Paulo Pessoa Autor

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